The Summer Hunter, o lado solar da vida
Cunha: a pouco mais de 200 km de São Paulo e 300 km do Rio, um destino que mistura montanhas, boa mesa e clima de roça
Crédito da imagem de abertura: otavii ow / pexels

Cunha

Quase na divisa entre São Paulo e Rio, Cunha é um destino pra comer bem, respirar ar puro, se perder nas paisagens da Serra da Bocaina e voltar perfumado de lavanda — e com a mala cheia de cerâmicas.

ESPORTES
caminhada / trekking / mountain bike
NATUREZA
cachoeiras / campos de lavanda / serra do mar / mata atlântica
ROLÊS
trilhas / centrinho / ateliês de cerâmica / mirantes / festivais
BOM PARA
comer bem / descansar / contato com a natureza
MELHOR ÉPOCA
abril a outubro
Festival Internacional da Cerâmica de Cunha | foto: flcc / unsplash
Parque Estadual da Serra da Bocaina | foto: el eessepe / wiki commons
Cunha: a pouco mais de 200 km de São Paulo e 300 km do Rio, um destino que mistura montanhas, boa mesa e clima de roça
Pedra da Macela | foto: rafael defavari / wiki commons
Suenaga & Jardineiro
Casa do Artesão
Contemplário | foto: guido nietmann
Raízes
Olival
Il Pumo
Casa Mugango
Pousada dos Anjos

Porta de entrada da SP-171 — uma das estradas mais cênicas do país, que desce ziguezagueando a Serra do Mar até Paraty —, Cunha é mais que um destino de montanha. Além de pousadas e restaurantes rústicos, tem ateliês de cerâmica tradicionalíssimos, cultivos de oliveiras e cogumelos, campos de lavanda e um calendário cheio de festivais. Mesmo com o turismo em alta, boa parte da população vive na zona rural, preservando o clima e o ritmo da roça.

CIDADE DOS FESTIVAIS

No Festival Internacional da Cerâmica de Cunha, que começa no fim de maio, rolam workshops, aulas com ceramistas e exposições. Em julho, o Acordes da Serra movimenta Cunha com shows e apresentações que vão do jazz ao rock. Em setembro, o Festival do Queijo só não é recomendado pra intolerantes à lactose. E ainda dá tempo de aproveitar o Festival Sabores de Cunha: a partir de 11 de abril, o pinhão vira protagonista de pratos e receitas em mais de 20 restaurantes da cidade.

TRILHAS E CACHOEIRAS

O núcleo do Parque Estadual da Serra do Mar em Cunha tem trilhas que proporcionam uma imersão na biodiversidade da Mata Atlântica, além de banhos de rio e cachoeiras. Fora do parque também há outras quedas d’água bonitas e de fácil acesso, como a do Desterro e do Pimenta. O Canto das Cachoeiras, um ecoparque que fica numa bifurcação da Estrada Cunha-Paraty, é mais turístico e conta com restaurante, três cachoeiras e poços pra banho.

PEDRA DA MACELA

A DICA É SUBIR CEDO

e com fôlego. São só 2 km, mas a trilha exige muito das panturrilhas. Lá no topo, o mirante 360º faz o esforço valer a pena, especialmente no nascer e no pôr do sol. Nos dias claros, a vista alcança até as ilhas de Angra dos Reis.

A ROTA DA CERÂMICA

Em meados dos anos 1970, os japoneses Toshiyuki e Mieko Ukeseki (@ateliermiekoemario) e o português Alberto Cidraes (@albertocidraes_) levaram à Cunha a tradição da cerâmica. Seus ateliês seguem em atividade, mas hoje há mais lugares pra comprar e conhecer a técnica, como o tradicional Suenaga & Jardineiro, que faz a queima em fornos Noborigama, e a Casa do Artesão, que expõe o trabalho de diferentes ceramistas. Também vale visitar o projeto Vargem do Tanque, que é feito por mulheres e resgata técnicas mais rústicas.

CAMPOS DE LAVANDA

Fotogênicos e perfumados, os campos de lavanda rendem cliques sem esforço em propriedades como o Contemplário, que tem lojinha com velas, sabonetes e cremes, além de um café e mesas pra piquenique. Outra parada é o Lavandário, pioneiro no cultivo na região e dono de uma linha própria de cosméticos à base da planta.

ONDE COMER

OLIVAL

Bistrô simpático recheado de oliveiras no jardim, oferece passeios pela propriedade, degustação e análise sensorial de azeites.

MOARA CAFÉ

No caminho pra Paraty, uma cafeteria lotada de antiguidades, cacarecos coloridos e comidinhas.

WOLKENBURG

Feita por alemães, é a melhor cerveja da cidade.

RAÍZES

Com cardápio inspirado na cozinha italiana, o restaurante usa ingredientes de produtores locais e da própria horta. Pra comer sem pressa e curtir o espaço.

PORCO & PIZZA

Com desejo de pizza? Esse é o lugar certo pra visitar no centro de Cunha. Também serve cortes selecionados de porco.

IL PUMO

Nascido em Puglia, na Itália, o chef Vito Consoli trouxe suas receitas pra Cunha — experimente os pratos com burrata. No subsolo fica a Floresta Galeria, com curadoria de moda, cerâmica e itens de decoração.

QUEBRA CANGALHA

Ótimo representante da culinária local, está a poucos minutos do centrinho.

DRÃO

O segredo é entrar na vibe desse casal de artistas que transformou uma casa colorida e cheia de rococós em restaurante contemporâneo.

MANTIQUEIRA 151

Queijaria simples e familiar com vista para as montanhas e uma das melhores produções artesanais de laticínios.

CELEIRO DO PINHÃO

Na Estrada do Paraibuna, essa lanchonete e restaurante vale a parada. Não deixe de provar o pastel de shitake com pinhão.

SUZANA SHIITAKE

Há mais de 25 anos, Suzana Lopes cultiva cogumelos e difunde a fungicultura na região. Em seu sítio, é possível conhecer o processo de produção, provar conservas e pratos com bastante shitake e shimeji.

ONDE FICAR

POUSADA CHEIRO DA TERRA

São 20 acomodações distribuídas em 20 mil m², algumas com varanda e redes. Fica a 1,5 km do centro de Cunha.

POUSADA DOS ANJOS

Espalhada por uma imensa área verde nos arredores da cidade, tem espaço de sobra pra explorar, além de trilhas, lago, piscina natural, sauna a lenha e pontos pra fogueira.

CASA MUGANGO

Nesse chalé mais isolado na beira de uma lagoa, além de muitas janelas pra apreciar os infinitos tons de verde, a decoração é um show à parte.

QUINTA DA SERRA

Exclusivas pra casais, as hospedagens são um clássico das montanhas: vistas espetaculares, lareira e hidromassagem.

POUSADA CANDEIAS

Três tipos de chalés, todos de tijolinhos, ficam rodeados por um bosque de araucárias.

VILA CÓSMICA

A ecovila tem diferentes opções de acomodações e de lazer, como trilhas e passeios à cavalo, pelo rio ou pela horta.

VEJA TAMBÉM